sábado, 21 de julho de 2007
A Brochada (Pate III)
A coisa pareceu esquentar dentro daquele escritório refrigerado. A moça apenas pensava que aquilo de alguma forma poderia ajudá-la subir na vida. Aliás, ela só pensava em subir na vida.
Tudo que Seu Boanerges queria era subir também. Mas algo estranho acontecia.
A mocinha ali, toda arreganhada vestindo apenas os saltos bico fino, via uma pane no controlador do vôo. Parecia que o avião não queria levantar asas. E não levantou.
Boanerges olhou-a com um sorrisinho amarelo e decretou "Isso nunca aconteceu comigo..." e a moça emendou:
- Nossa! Seu Boanerges, você é brocha!
- Brocha é o caralho, sua vagabunda. O pau não levantou. Só isso porra.
- Calma, chefe, deve ser estress. É melhor você ir num médico.
- Médico de cú é rola. Mete tuas roupa e vaza.
A moça vestiu sua calcinha e agradeceu por não ter sido deflorada em meio a repartição.
Na copa do escritório, Teresa, velha muxiba, está pintando as unhas do pé, quando entra Seu Moacir com as cartas que acabará de chegar.
O velho entra de supetão e ainda consegue ver um pedaço das coxa estriada da velha. Seus desejos subiram à cabeça e o velho até esqueceu da contusão do Obina, atacante do Mengão.
O velho lobo volta a sua boa forma.
- Dona Teresa, minha mulata bossa-nova, você ai pintando as unhas me deixa doido. Um dia eu é que vou pintar o sete com a senhora, com muito respeito é claro.
- Que isso Seu Moacir? Não respeita uma senhora de meia-idade, como eu?
- Respeito e como, Dona Teresa!
- Como???
quinta-feira, 12 de julho de 2007
As persianas (Parte II)
Olavinho chegou de supetão ...
Curto e grosso ... no alto de sua ignorância,
-“e ai meu coroa (disse chutando a porta de colocando-se comodamente com os pés na mesa, derrubando a brega placa dourada que dizia: Boanerges, e um porta retrato de foto preto e branco desbotada). Que cara de susto é essa?”
-“Cara de que Olavinho?” – disse Boanerges apressando-se a cobrir suas vergonhas com a primeira coisa que viu na frente, um tal formulário 0069.
-“de susto ... de medo, como meus adiversário no tatame quando eu apavoro (hahahaha)”.
-“Medo de que Olavinho ... veja se pode” – disfarçando suas mãos meladas de porra, agora nos bolsos.
-“Por que ta com a mão nos bolso ? alguma Cois ...” ...
-“Nada ... olavinho ... meu filho o que vc veio fazer aqui no meu escritório ? Eu tenho que trabalhar – disse Boanerges disfarçando a sua barraca ainda armada ...
-“Trabalhar ... hahaha – vim pegar uma grana .. é que eu to indo pra casa do Ricardinho em Maresias ... chamamos umas mulhérsinhas e tal ...”
-“ta bem, ta bem ... quanto ..?”
- Ah velho ... manda aí o de costume ...
- Ok, ok ... (apressado) ... pegue na minha carteira ...
Como de praxe Olavinho sacou da carteira do pai uma quantia maior que os salários de Dona Tereza e Seu Moacir juntos ... Nesse meio tempo (enquanto Boanerges tentava limpar uma poça de porra que caiu em seu sapato de couro) ... entra no escritório (deslumbrantemente) Neide ...
Barriga encolhida, peito estufado, equilibrando-se nos sapatos de salto alto baratos, jogando para os lados os cabelos que cheiravam a alisador.
-“seu Boanerges ... vim ver se o senhor precisava de alg ... Senhor Olavo ... ai ... vc esta por aqui...”
Olhando mais para o dinheiro do que para as carnes da moça, Olavinho disse:
-“Olha só ... Cleide ...”
-“é Neide ... meu nome é neide” – disse a moça com um tom de desapontamento.
-“Pois é Neide, vc engordou desde a ultima vez que nos vimos ou é impressão? ... Bom coroa, to vazando! Abraço”
E sem olhar mais para a pobre (que quase chorava após o comentário), Olavinho se foi.
Visivelmente triste Neide ia saindo da sala quando Boanerges disse:
“Você gosta do meu filho não, pequena?”
“Magina Sei Boaner ...”
“Gosta sim ... não é todo o dia que vc vem toda arrumada assim ... só nas sextas, dia de ele vir.”
“Seu Boaner ...”
“Não precisa ficar envergonhada ... “
“Gosto sim ... mas ele nunca vai me notar. Sou a secretaria sem graça do pai dele”.
De repente ... uma idéia mirabolante apareceu na Cabeça do velho Boanerges.
GRANDE BOA !!! “mas sabe Neide. Meu filho é burro, sabes ...
Mais burro e inútil que uma porta sem maçaneta. Faz o que eu mando percebes”
-“Sabe posso, persuadi-lo entendes? Posso ... direciona-lo”
Disse Boanerges se levantando ...
-“Co .. como Senhor?” Disse Neide Soluçando ...
Sem dizer nada mais, Boanerges passou pela frágil Neide comendo-a com os olhos, como a uma presa.
-“Neide ... (ZIP – fechando uma das persianas de sua sala) ... faço o que quiseres, e só (ZIP) vai depender (ZIP –a ultima persiana se fechou deixando a sala em uma meia luz e isolada do resto da repartição) de você minha querida”.
(ZAP – era um outro barulho ... agora de um zíper de braguilha)
sábado, 7 de julho de 2007
Boanerges, chefe de repartição e depravado (Parte I)
Boanerges adorava quando Neide entrava em sua sala e chamava o de "Seu Boanerges". Ele logo imaginava aquela delicinha em seu colo alisando sua barba úmida e ele com seu mastro igualmente úmido descendo a lasca na moreninha.
Neide, menina moça, de classe média baixa respeitava o seu patrão e via nele um bom chefe. Algumas vezes, meio safado, mas ela curtia aquele desejo. Era burra coitada e sabia que para subir na vida teria que fazer subir o pintinho de muito macho por aí.
Como o do Olavo Silveira, ou Olavinho, filho de Seu Boanerges.
Jiu-jiteiro, Olavinho cumia geral. Virou mexeu ele sempre dava passada no serviço do pai para pegar uma grana antes de cair na vadiagem e na bebedeira.
"Toda essa porra é uma indescência moral", dizia Teresa da Graça, copeira da Repartição.
Essa era uma velha muxiba. Peito muxiba e gasto. Passou na mão de muito macho até sacar que o que dava tesão as missa de sábado. Tornou-se uma devóta de São Cipriano. Mas nunca deixou a superstição de lado. Lá na sua terra era a conhecida como a "Véia que Tira Quebranto".
O único que desejava D. Teresa era o porteiro da repartição, Seu Moacir.
O velho, na verdade, amava mesmo o Flamengo. Mas achava que ainda dava para colocar sua jeba para funcionar e ter ainda uns rebento com D. Teresa. Seu Moacir também queria conforto, um café bem passado e um chamego na sua cama morna à noite.
Era começo de tarde na repartição.
Boanerges tinha acabado de voltar do almoço com a barriga cheia de Feijoada. Peidava que doía o cú. E naquele ar gelado da Eletrolux só aquele porra que aguentava ficar naquele cubículo. Outra coisa gelada naquela sala era o Whisky nacional que acompanhava o chefe - um beberrão.
Neide tinha acabado de voltar do salão de beleza. Tinha depilado as canela e feito as unha com a cor da moda - vermelho terreiro. A manicure disse que era a última moda nas Oropa. Na verdade, mais parecia unha de puta.
Neide queria impressionar aquele malandro do Olavinho que daqui a pouco estaria por lá para arrecadar fundos. E depois investir fundo. Sempre.
Quando Boanerges viu sua secretária pelos vidros da sala, não aguentou e cascou a pulha ali mesmo. Sacou seu mastro duro e quente, vibrando pela xaninha da moça e se esbanjou em pensamento.
Mal havia ejaculado, ainda com a mão suja, entrou seu filho, Olavinho. Fedelho filho da puta.
Continua...