"Mais essa mulher me tira do sério", pensava Boanerges Silveira atrás de sua mesa na repartição. Numa sala só para ele, o chefe da sessão passava o dia inteiro pensando em vadiagens e em sua secretária - Neide, de 21 aninhos e seios roliços e fartos.
Boanerges adorava quando Neide entrava em sua sala e chamava o de "Seu Boanerges". Ele logo imaginava aquela delicinha em seu colo alisando sua barba úmida e ele com seu mastro igualmente úmido descendo a lasca na moreninha.
Neide, menina moça, de classe média baixa respeitava o seu patrão e via nele um bom chefe. Algumas vezes, meio safado, mas ela curtia aquele desejo. Era burra coitada e sabia que para subir na vida teria que fazer subir o pintinho de muito macho por aí.
Como o do Olavo Silveira, ou Olavinho, filho de Seu Boanerges.
Jiu-jiteiro, Olavinho cumia geral. Virou mexeu ele sempre dava passada no serviço do pai para pegar uma grana antes de cair na vadiagem e na bebedeira.
"Toda essa porra é uma indescência moral", dizia Teresa da Graça, copeira da Repartição.
Essa era uma velha muxiba. Peito muxiba e gasto. Passou na mão de muito macho até sacar que o que dava tesão as missa de sábado. Tornou-se uma devóta de São Cipriano. Mas nunca deixou a superstição de lado. Lá na sua terra era a conhecida como a "Véia que Tira Quebranto".
O único que desejava D. Teresa era o porteiro da repartição, Seu Moacir.
O velho, na verdade, amava mesmo o Flamengo. Mas achava que ainda dava para colocar sua jeba para funcionar e ter ainda uns rebento com D. Teresa. Seu Moacir também queria conforto, um café bem passado e um chamego na sua cama morna à noite.
Era começo de tarde na repartição.
Boanerges tinha acabado de voltar do almoço com a barriga cheia de Feijoada. Peidava que doía o cú. E naquele ar gelado da Eletrolux só aquele porra que aguentava ficar naquele cubículo. Outra coisa gelada naquela sala era o Whisky nacional que acompanhava o chefe - um beberrão.
Neide tinha acabado de voltar do salão de beleza. Tinha depilado as canela e feito as unha com a cor da moda - vermelho terreiro. A manicure disse que era a última moda nas Oropa. Na verdade, mais parecia unha de puta.
Neide queria impressionar aquele malandro do Olavinho que daqui a pouco estaria por lá para arrecadar fundos. E depois investir fundo. Sempre.
Quando Boanerges viu sua secretária pelos vidros da sala, não aguentou e cascou a pulha ali mesmo. Sacou seu mastro duro e quente, vibrando pela xaninha da moça e se esbanjou em pensamento.
Mal havia ejaculado, ainda com a mão suja, entrou seu filho, Olavinho. Fedelho filho da puta.
Continua...
sábado, 7 de julho de 2007
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1 comentário:
isso é que é literatura
johnny bussa
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